BATE COM FORÇA, PORRA!

Alguma coisa acontece no meu coração / Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João…
Acho que estava tocando esta música de Caetano Veloso quando seguia, de taxi, para um hotel da região central de São Paulo. Era o final de tarde de uma quinta feira e estava prestes a realizar a maior fantasia de todo internauta que se preze: eu ia me encontrar com uma amiga virtual. Ou seja, ia transformar o sonho em realidade.
O que estou contando aqui certamente já passou pelo inconsciente coletivo de todas as pessoas que usam as redes sociais, enfim, os habitantes desse mundo livre chamado internet.
Katarina (vou chamá-la de Kat a partir de agora), uma menina de vinte e poucos anos, super decidida, branquinha, cabelos curtos e pretos, sorriso muito franco, corpinho sedutor. E eu, beirando os 50 anos, residente em Brasília, sou um cara bem resolvido, em todos os sentidos, 1m77, 81 kg, absolutamente em forma. E bem dotado.
Nos conhecemos numa sala de bate-papo, dessas em que as pessoas ficam se azarando mutuamente, mentem a idade, o estado civil, os dotes físicos… Quem chegou até aqui na leitura desse texto sabe exatamente do que estou falando. Muito provavelmente, todos já mentiram numa sala de bate-papo. Rigorosamente, todos!
Mas houve uma empatia muito forte entre eu e a Kat, logo no primeiro encontro. Lembro que era domingo quando nos falamos pela primeira vez. Descobri que ela era torcedora do São Paulo, que, naquela ocasião, estava dando uma arrancada decisiva para conquistar o título brasileiro pela terceira vez consecutiva (2008). Ela, portanto, estava feliz e acessível. Isso pode parecer uma bobagem, mas foi um detalhe importante.
Homens e mulheres que freqüentam salas de bate-papo têm comportamentos sempre previsíveis. Os homens, invariavelmente, querem sexo; as mulheres querem amor. Os homens partem para o ataque; as mulheres fingem que estão na defensiva. Mas a conversa só conseguirá fluir se houver um mínimo de afinidade entre as pessoas que estiverem teclando.
Muitas vezes, um erro de português pode destruir aquilo que seria (quem sabe?) um grande amor. Já reparou isso? Você engrena um papo e, de repente, a moça (ou o cara, naturalmente) troca “mais” por “mas”; troca a interjeição “ah!” pelo verbo “haver”, e isso pode broxar qualquer conversa.
Mas a Kat, Graças a Deus, sabe escrever bem. E gosta de sexo como poucas pessoas no mundo. De modo que – após as apresentações de praxe e as demonstrações de paixões futebolísticas – o assunto logo enveredou para a sacanagem. Imediatamente mudamos da sala de bate-papo para o MSN, onde pudemos nos conhecer um pouco mais, com direito a webcam e tudo mais.
A propósito, quero dizer que sexo na net é uma coisa que não tira pedaço de ninguém. E foi com a Kat que fiz sexo na net pela primeira vez. Claro, já havia brincado com umas amigas, trocado confidencias, provocando e sentindo muito tesão. Mas abrir a cam é muito gostoso, principalmente quando há confiança, respeito, troca. Enfim, abrimos, nós dois, a cam. Ela, desde o começo, super desinibida.
Kat foi sacana demais. Primeiro tirou a blusinha, mostrando os seios. Disse que naquela noite estava “atacada”. Foi taxativa: “Estou louca pra dar”.
Isso é o suficiente para levantar o pau de qualquer homem. Mas é preciso uma sincronia entre o teclado e a cam. Você abre a imagem, fica vendo, fica se exibindo, e tem, ao mesmo tempo, que escrever pelo menos um “hummmmmmmmm”.
Acho que tanto o homem quanto a mulher espera esse tipo de reação. “Delícia”, também é bom de ler quando estamos trocando carícias virtuais.
Ela continuou provocando, tirando a blusa e exibindo os seios, médios, firmes e tesudos. Depois mostrou que estava com uma saia folgada, mas sem calcinha. Aí tive que responder à altura. Pus o meu pau pra fora do short. Tava imenso, latejante. Apontei a cam na direção do pênis e fiquei punhetando lentamente. Ela fazia gestos com a boca e se esforçava para escrever alguma coisa. Engraçado: mesmo sabendo que há essa dificuldade do outro lado, a gente gosta de ler aquele “hummmmmmmmmm”. É bom saber que está agradando.
Mas ela levantou-se, jogou longe a tal saia folgada e ficou nuazinha em pelo. Debruçou-se sobre o computador e ficou passando as mãos pelo corpo. Alisava os seios e mantinha a outra mão permanentemente no meio das pernas. Fazia movimentos lentos, com muito tesão. Eu, do lado de cá, quase sem perceber, estava me masturbando fortemente. Quando vi, já tinha gozado. Fiquei aborrecido com isso. Queria segurar o máximo possível porque a brincadeira estava realmente deliciosa.
Ela olhou e sorriu. Eu, que estava no computador do meu escritório, em casa, meio sem jeito, procurei um pedaço de papel para limpar o sêmem que escorria entre os dedos, nas pernas. Não sei exatamente qual era a sensação, mas, no fundo, me senti meio ridículo, meio infantil, sei lá. Mas que foi bom, foi.
Não foi a nossa única transa virtual.
Houve outras, mas só gozei mesmo na primeira. Acho que fiquei me controlando nos encontros seguintes. Era sempre muito bom conversar com ela. Muito divertido.
Kat é dessas meninas que não têm pudores hipócritas. Falou de suas fantasias, dos seus amores passados e recentes. Um dia ela me disse que gostava de levar umas pancadinhas, mas não levei aquilo muito a sério. Mantivemos um contato permanente, quase diário, e começamos a imaginar a possibilidade de um encontro real. Eu, como publicitário/jornalista, faço viagens eventualmente para São Paulo e Rio de Janeiro e fiquei animadíssimo.
Ela, professora, dá aulas de reforço escolar a dois adolescentes num aparthotel do centro de Sampa. Era para este hotel que o taxi me levava, quando cruzou a Ipiranga com a São João e – pelo menos na minha cabeça – Caetano Veloso fazia a maior declaração de amor que um artista já pôde fazer a uma cidade.
Passara o dia inteiro em reuniões com um cliente paulistano e estava exausto. Mas a possibilidade de encontrar aquela menina me entusiasmava de tal maneira que não haveria espaço para pensar em desistir.
O plano era perfeito. Simplesmente fiz reserva no mesmo aparthotel que a Kat estava trabalhando naquela ocasião. Antes, passei numa dessas lojinhas de conveniência e comprei um vinho de boa qualidade. Certamente que aquela ocasião mereceria pelo menos um brinde.
Naquela quinta-feira, exatamente naquela quinta, Kat estava com os seus alunos. Um serviço extra que terminaria por volta das 21h. Ela logicamente compartilhara comigo toda a estratégia. Combinamos tudo, cada detalhe, casa possibilidade. Engraçado é que uma situação como essa alimenta o tesão. É como se a estratégia do encontro servisse também como “preliminar”, entende? De modo que, ao fazer o checkin no hotel, percebi que estava de pau duro. Mas estava também muito ansioso, muito nervoso.
Será que vou gostar dela? Será que ela vai gostar de mim? Tudo pode acontecer num encontro marcado pela web. Inclusive nada. Nós estávamos preparados para tudo ou nada. Isso ficou muito claro em nossos contatos iniciais, nos telefonemas. Se um não estivesse a fim de nada, o outro deveria respeitar essa vontade (ou a falta de…)
Ela chegou pontualmente às 21h, com um vestidinho preto, quase social, como se tivesse feito uma “produção especial” para aquele encontro.
Nosso cumprimento foi formal: dois beijinhos no rosto. Percebi que as mãos dela estavam frias. As minhas estavam geladas. Kat era uma menina educadíssima, aparentemente recatada. Não sei de onde ela buscou coragem para ir ao meu encontro, um cara bem mais velho, praticamente desconhecido… Não sei mesmo.
– Você é muito mais bonita pessoalmente – disse-lhe, tentando ser o mais simpático possível.
– Obrigada – respondeu, sorrindo timidamente.
– Sabe, acho que esse momento merece um brinde – comentei (igualzinho ao que escrevi lá em cima, lembra?). Tenho uma boa garrafa de vinho aqui, que comprei especialmente para esta ocasião. Posso abrir?
Kat falava pouco. Percebi que ela analisava todos os meus gestos, todas as minhas atitudes. Ela é inteligente demais. É dessas mulheres que sabem o que quer. E foi ali só pra “me comer”, se é que posso usar esta expressão. Mas só me “comeria” se eu realmente valesse a pena.
O vinho, um argentino, que nem lembro mais o nome, estava servido em copos de vidro. Não havia taças naquele apto. Não importava. Pelo menos ajudaria a quebrar o gelo, a esquentar as mãos (de ambos).
Mas não houve muito tempo para grandes diálogos. Num impulso, sugeri à queima roupa: “Quero te beijar!”
Nisso já fui largando o copo de vinho, deitando por cima dela e beijando-lhe na boca. Ela correspondeu esplendidamente. Um beijo molhado, extremamente erótico. Aquilo poderia ser um divisor de águas para nós. Se não houvesse sintonia naquele beijo, certamente teríamos parado por ali mesmo. Mas foi um beijo longo. Deitei por cima dela, já completamente ereto, e ficamos um bom tempo nos sugando.
Eu estava de roupão, desses que ficam atrás da porta do banheiro de hotel. Joguei-o fora e fiquei só de cueca. Ela, com aquele pretinho básico, foi se livrando pouco a pouco das suas peças. Por baixo do vestidinho bonitinho, uma lingerie novinha em folha. Agora tinha certeza: ele se vestiu especialmente para a ocasião. Estava vestida “para matar”.
A pele muito branca, o cheiro de mulher fogosa, a cara de quem quer fuder. Esta era a imagem de Kat naquele momento. Você conhece a mulher que quer fuder pelo olhar. É um olhar penetrante, inquietante. Queria que tirasse toda a roupa, mas ela parecia não ter tanta pressa. Primeiro a parte de cima. Seios lindos, duros, olhando pra cima, ou pra mim – não necessariamente nessa ordem. Passei a mordiscá-los, a sugá-los alucinadamente. Tenho uma tara especial por seios. É, decididamente, a parte da mulher que mais me dá tesão. E, nesse ponto, estou na contramão dos tempos modernos. Não gosto de seios grandes, turbinados, siliconados. Prefiro mesmo os pequenos. Acredite se quiser, mas, pra mim, quanto menor melhor. Os seios da Kat são de um tamanho bom, para os meus padrões. E são muito durinhos, muito safadinhos.
Enquanto sugava seus mamilos, ela tratou de ir puxando a minha cueca. Falei, logo no terceiro parágrafo, que sou bem dotado. Não que seja beeeeeeeeem dotado. Tenho o pau de um tamanho acima da média, mas bastante grosso no calibre. A maioria das mulheres com quem me relacionei não admitia a possibilidade de sexo anal. Nunca insisti. Nunca. Imagino que deve doer pra caramba.
Mas a Kat não estava assustada. E vocês vão descobrir no decorrer da história porque ela não se assustou com esse pequeno detalhe da minha anatomia. Ela partiu pra cima. Me chupou com uma habilidade rara, raríssima. Tem mulher que pensa que sabe chupar. Mas tem mulher que realmente sabe dar prazer o homem no sexo oral. Kat é assim. Acho que tem a ver com a entrega. Tem que gostar do que faz. Fundamentalmente deve ser isto.
E por falar em oral, estava muito ansioso para sentir o gosto da Kat. Tenho uma teoria em relação ao gosto da mulher. Acho que elas têm um gosto diferente da outra, assim como uma impressão digital. Homem, não. As mulheres chupam e o gosto deve ser igual, mudando somente a cor e o tamanho. Mas o gosto de buceta é característico. E alguma coisa me dizia que a bucetinha da Kat era muito saborosa. Não estava enganado.
Chupei tão carinhosamente que ela afastava a minha cabeça, como se estivesse sentindo cócegas. Mas sabia que estava gostando, delirando, quase gozando. E o gosto! Que delicia! Enquanto chupava, comecei a enfiar meu dedo no cuzinho dela. Isso, para a minha surpresa, mexia demais com ela, sem dúvida. Rebolava e gemia muito alto. Enfiava um, dois, três dedos ao mesmo tempo. Pensei comigo: “hoje não vou ter problema para comer uma bunda. Essa menina gosta…”
Mas tive que parar um pouco para respirar. Fiquei deitado, de frente, e ela veio me chupar novamente. Não percebi que estava pondo. a camisinha com a boca. Que habilidade! Que categoria! Ato contínuo, sentou em cima e começou a remexer. Fazia isso com uma sensualidade impressionante (e a cara de quem quer gozar, ali, na minha frente). Me segurei. Gosto de me segurar nessas horas. Por isso fiquei bravo quando gozei com ela na webcam, num dos nossos primeiros encontros virtuais.
Kat experimentou várias posições. Tinha o controle absoluto da situação. Mas houve um momento que me surpreendeu com um pedido: “Bate em mim, bate!”
– Como é que é? – perguntei, meio atônito…
– Bate em mim – pediu, com a carinha mais angelical do mundo.
Estávamos, naquele momento, na clássica posição “papai/mamãe”. Ou seja, “ela estava pedindo que eu batesse aonde?”, pensei. Bati levemente no rosto dela, que gemia e se contorcia. Continuei a brincadeira, meio sem graça, porque, em toda a minha vida de putaria, de sacanagem, nunca tinha passado por aquilo.
– Bate forte, porra!!!! – ela gritou.
Caramba, levei o maior susto. A menina Kat estava completamente transtornada. Antes de bater forte, fiquei imaginando: “E se ela resolve revidar?” Contando assim, é engraçado, mas a situação é embaraçadora. Não tive outra alternativa senão bater mesmo. Era porrada no rosto, com a mão aberta. Era puxões de cabelo (quando mudamos de posição e comecei a meter por trás).
Kat delirava. A esta altura, ela já deveria ter gozado duas ou três vezes. Já havia trocado de camisinha duas vezes e continuava com a minha tática de segurar o gozo. Quem é homem sabe o que acontece após a gozada. O termômetro simplesmente vai a zero. Aí acaba a festa. Queria, portanto, aproveitar aquela menina louca por sexo cada minuto, cada segundo. Gozar pra quê?
Foi aí que me lembrei: se a minha amiguinha gosta de sentir dor, então vai ser fácil comer o cu dela… . Me preparei para enrabá-la olimpicamente, mas fui traído pelo destino, pelo acaso. A última camisinha que havia comprado rasgou na unha, na hora de colocar no pau. Putaqueopariu! Aquilo não podia estar acontecendo comigo. Não, não, não, mil vezes não. A Kat percebeu a minha aflição e ria da situação. Ria porque, na cabeça dela, havia um plano, uma estratégia. Ela não me deixaria fazer anal, porque queria guardar aquele trunfo para um segundo encontro. Sacana, essa Katarina, muito sacana.
Eu estava inconsolável. Não tinha gozado e ainda estava de pau duro. Ela parecia se divertir com a minha frustração. Mas, para compensar, ele tomou uma decisão que acabou servindo como uma espécie de compensação. Ela vedou os meus olhos, me deixou deitado na cama e começou a me chupar com força. Esqueci rapidinho o problema da camisinha e comecei a me contorcer. Gozei alucinadamente na boca dela, que engoliu tudo e fez cara de “vitoriosa”, sabe como é? A cara de quem sabe que acabou de derrotar o “adversário”.
Foi muito bom. Diria que foi inesquecível.
Ela se recompôs, vestiu o pretinho básico, bebeu mais dois goles de vinho (sim, o vinho argentino ficou praticamente esquecido na cabeceira da cama). Nos beijamos como dois amigos e ela foi embora. Naquela noite, ao contrário do que poderia supor, dormi mal e acordei de ressaca. Ressaca de sexo, pode?
Por coincidência, a Kat depois me contou que também dormiu mal, que quase não pregou o olho de noite. Nossa amizade continuou. Ou melhor, continua até hoje. Só que agora tem um detalhe mais importante e mais apimentado: consegui, com alguma habilidade, apresentá-la à minha outra amiga virtual, a Sarah e formamos um trio perfeito. Conversamos em grupo, transamos em grupo e – melhor!! – as duas se curtem. As duas transam na webcam, para o delírio desse privilegiado expectador.
Mas isso é tema para outra história que prometo contar aqui. Aliás, está em franco desenvolvimento um “plano perfeito” para que nós três – eu, a Kat e a Sarah – nos encontremos ao vivo, para uma farra sexual igualmente inesquecível. A Sarah, pra quem não sabe, é rigorosamente tão safada quanto a Kat.
Acredite se quiser.

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